ELIPSE - Cris Dakinis

Segue qual folha seca pelo vento
Sem rumo ou meta, pensa no agora
Galga desníveis pelo mundo afora
Vive ilusão e arroubos do momento

Drummond versou José no sofrimento
E o tolo? Esse finge que lhe aflora
Um fardo nobre, o lúgubre lamento
E a fantasia de quem também chora

Mas a verdade é que o mundo real
Não presenteia o tolo em pantomima
E descortina a farsa teatral...

Desentendendo o que o mundo ensina
O seu trajeto faz-se todo igual
E a sua roda gira a mesma sina...

Cris Dakinis

6 comentários:

  1. interessante...
    muito
    Adalberto

    ResponderExcluir
  2. Hilda Curcio07/08/2013 15:40

    Excelente poema, faz-nos pensar, nostálgico também.

    ResponderExcluir
  3. Muito obrigada pela leitura, cara poeta Hilda :)

    ResponderExcluir
  4. belíssimo soneto,gostei muito da maneira como conduziu os versos e ritmo... o poema me prendeu na leitura e na sonoridade dos versos... Parabéns...

    ResponderExcluir
  5. Belo soneto... A leitura fluiu muito bem, versos cadenciados me prenderam a atenção... Parabéns...

    ResponderExcluir
  6. Muito obrigada pela leitura e pelo gentil comentário, Marco Aurélio! Este soneto foi vencedor do Concurso Foed Castro Chamma em Irati/SC no ano passado. Meu livro de sonetos, que inclui "Elipse" será lançado agora em setembro de 2013 pela Ed. Costelas Felinas. Visite-nos novamente e também conheça o meu blog www.crisdakinis.com
    Um grande abraço! :)

    ResponderExcluir

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.