Trajes Poéticos * Cólon * figura de linguagem


por cláudia brino
 CÓLON - expressão usada pelos precpetistas gregos para designar um membro métrico qualquer, repetido no poema sempre com as mesmas características métricas e rítmicas

Veja o cólon que acontece nesta passagem de "O amor" Augusto Frederico Schimdt.


Enquanto o amor não vem, e não virá tão cedo,
enquanto o amor não vem a fome baterá nas portas,
enquanto o amor não vem o sobressalto será contínuo nos corações,
enquanto o amor não vem tudo será espesso e triste,
porque o amor é simples
e abre os corações.
Enquanto o amor não vem as lâmpadas estarão acesas
e a luz das lâmpadas tremerá nos limites das trevas;
enquanto o amor não vem os limites continuarão,
cada um ficará onde está

cada um na sua defesa...

** Deixe o seu Cólon também e vista-se desse Trajes Poéticos.

8 comentários:

  1. SE VIR QUE VENHA
    Se o poema vir, que venha em seios,
    se o poema vir, que sirva aos meios,
    se o poema vir, que minta a morte,
    se o poema vir, conte e desmonte,
    se o poema vir, desminta o mote,
    se o poema vir, zen torne o zênite,
    se o poema vir, me firme a fama,
    se o poema vir, me assente ao centro
    do amor que invento em mim....

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  2. Ruth Hellmann01/08/2014 19:09

    Sobre a Amizade

    Quando a amizade nasceu, foi por um acaso
    Quando a amizade nasceu, criou-se um caso
    Quando a amizade nasceu, a paixão surgiu
    Quando a amizade nasceu, logo o amor seguiu,
    Quando a amizade nasceu, abriu-se um novo caminho
    Quando a amizade nasceu, cheio de amor e carinho,
    E nunca mais sentiu-se sozinho na vida,
    Pois compartilham os passos na diária lida.

    Ruth Hellmann - 01.08.2014

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  3. VIVÊNCIA

    Tanta vida brotou-te à vontade,
    Tanta vida deu-te liberdade...
    Só o mundo aparou ilusões.
    Só o mundo disse os senões.
    Quando a vida sorriu-te o destino,
    Quando a vida ainda convida...
    Só o mundo corrige tua rota.
    Só o mundo te poda e não brota...
    Tanta vida hás de viver!
    Só não deixa o mundo saber...

    (Cris Dakinis)

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  4. Acredite!

    A lucidez é chata, quando anestesia o sonho!
    A lucidez é chata, se fechamos a porta ao amor!
    A lucidez é chata pois permite que o cerco se feche,
    A lucidez é chata, então deixemos tremer os alicerces
    Vamos colorir a monotonia
    Matizar os tons do universo,
    A lucidez é chata, a arte precisa espalhar-se...
    E então a porta da felicidade se abrirá
    E um dia, tantos corações seriam um só!!
    Quem dera...

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  5. poema enviado por e-mail
    **************

    ESSA TAL SABEDORIA... (Cólon)

    Não sabemos de nada e estamos à deriva
    Não sabemos de nada e logo afundaremos
    Não sabemos de nada e o mergulho represente o fim
    Não sabemos de nada e isso nos enfraquece
    porque não é vencedor quem esmorece
    Não sabemos de nada e o mergulho é escuro
    e nossas energias há tempos se extinguiram
    Não sabemos de nada e,nas águas desbotadas,
    águas-vivas nos devorarão
    E o mar, numa fúria raivosa, vomitará nossos ossos.

    Ludimar Gomes Molina

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  6. enviado por e-mail
    *******************

    “Sem primavera, sem amores e sem vidas”


    Sem as flores da primavera não haverá alegria,

    Sem as flores da primavera as aves não nidificam.

    Sem as flores da primavera outras plantas não germinam.
    Sem as flores da primavera não se constrói fantasia.
    Sem as flores da primavera o sol se aquece em vão,
    Sem as flores da primavera não se tem o mesmo verão.
    Sem as flores da primavera marcha a humanidade
    para o final dos seus dias.
    Sem as flores da primavera perecem os polinizadores,
    Sem as flores da primavera finda o brilho nos olhos dos amantes.
    Sem as flores da primavera fenece a magia, que dá origem a todos
    os amores.

    Olímpio Coelho de Araújo

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  7. Ciclos
    Passa o tempo, passarinho no ninho
    Passa o tempo, flores se abrindo
    Passa o tempo, o sol se pondo
    Passa o tempo, estrelas surgindo
    Passa o tempo, um novo dia
    Passa o tempo, inverno e verão
    Passa o tempo, uma nova estação
    Passa o tempo, um ano inteiro
    Passa o tempo, relógio e ponteiro
    Passa o tempo...
    Passarinho, um novo ninho....

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  8. NÃO QUERO-QUERO

    Não quero-quero ter de dona a poesia,
    tampouco quero-quero dominá-la.

    Não quero-quero a escravidão da língua.
    Não quero-quero carregar bandeira.
    Não quero-quero ser poeta.
    Não quero-quero da sina
    fazer profissão.

    Não quero-
    quero.

    Só quero-quero ser livre!
    Só quero-quero ser solto!
    como o doce quero-quero da manhã
    que esta manhã não veio...

    [André Foltran]

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